Sinto-te naufragar... perdido e sem forças no meio no mar escuro, frio e enorme!
As noites são de pesadelo, os dias um pensar constante de tudo!
Eu estou aqui, digo-te baixinho nas horas vazias e nossas... é a mim que me queres? Talvez não, mas foi a que não desistiu de ti apesar de tudo!
Sabes estou no teu mar... revolto, escuro e frio... dou-te a mão, puxo por ti para a tona da água, beijo-te a testa, olho-te ainda assim com um carinho imenso, mas da minha boca não sai aquilo que sabes que nunca te direi... estás aqui agora metido numa confusão tremenda que te tira o sono e a qualidade de vida, previas isto? Como não foste inteligente o suficiente para perceber que seria assim? Imaginavas o quê? Rosas e prados verdejantes, que não haveria mais nada, que tudo seria fácil, simples e nada mudaria? Meu Deus, como foste inocente!
Mas tenho esperança.... Sabes porquê?
Basta ir buscar as nossas cartas de 1998 para a frente! Lembras como era selada cada carta? Não? Eu lembro... "A esperança é a última a morrer, e quando ela morrer eu morro com ela!"
Um dia com as minhas parcas forças, com os meus olhos a gritar lágrimas a cada minuto, vou tirar-te dessa mar revolto!
Tenho esperança lá à frente que me voltes a olhar nos olhos atentamente e vejas o tanto que fiz por nós!
Não, não quero um obrigado, basta um abraço sincero e forte, um olhos nos olhos e um reconhecimento de que nunca te abandonei, mesmo quando as tuas feridas abriam em mim crateras de dor, e o teu peso seja nas leve!