A corrente da vida não termina, segue veloz, atroz direi... suspensa num deambular de dúvidas e incertezas.
Há dias mais ou menos a que chamo "bons" e os dias que tudo desaba, o cinza vira negro e o coração palpita de tristeza a uma velocidade difícil de acompanhar, a esses chamo de dias "maus"!
Ultimamente a dificuldade é lidar com outro sentimento, forte e feio, que nunca lidei... RAIVA, ela destrói a nós próprios ao invés de atingir a quem se remete essa raiva, é um peso imenso, um sufoco...
Olho-me ao espelho com dor, a dor e o sofrimento turgiu o meu coração, sou outra, estou outra, capaz de tudo, tudo... Esta não sou eu... É como se fosse uma esponja o meu coração, seco, sem água que é o amor, turgido, encolhido, áspero e velho, suplicando por agua, o amor, para voltar a ter a maleabilidade de outrora, voltar à sua versão original, macio, leve e solto...
Não me orgulho daquilo que a dor da vida me tornou, e do que as circunstancias me fizeram fazer, esta não sou eu, e quem conhece o meu coração por dentro sabe que não, sabe que isto vai passar, estou francamente certa de um dia voltar a ser eu, a verdadeira, aquela menina que ama, alegre, de riso estridente!
Até quando... Quando?
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