Quando devagar pousas o livro na mesa porque a tua mente se agita e entendes que metade do que lês fica no ar, perdido pelo caminho, sabes que chegou o momento de não ler mas sim escrever, porque tens novamente a tua mente a fervilhar, e sabes que parte da tua própria terapia é aescrita, é desabafar com uma folha de papel que não te mente, não te julga, não te diz que vai passar...
A mente ferve momentos perdidos, ocasiões suspensas, vidas paradas... as datas sucedem mas em branco quando outrora eram marcadas, pintadas, beijada, sorridas!
E essas são também as perdas de uma vida em suspenso... devagar tento achar que seja por que caminho for as coisas vão mudar e os momentos especiais com datas, alguns, vão voltar, nesta ou noutra dimensão, não os quero dar como perdas, mas sim como incentivo àquilo que de melhor aprendi com esta facada nas costas...
Não deixes nada por dizer, nada por fazer...
Portanto num próximo "abril" vou jantar fora, seja segunda ou sexta, a dois, num ambiente calmo e selecionado, depois saímos da calmaria e vamos procurar um pouco de música, dançar, beber até que a única coisa que nos apeteça é ter os nossos corpos enrolados um no outro!
Num próximo maio, 24, quando voltar a fazer anos, vou querer o contrário do que senti este ano... abandono... já espreitei no calendário, é Sexta-feira... conto rodear-me de gente, comer, beber e dançar até doer os pés e faltar a voz... voltar a casa continuando a cantar, cair na cama exausta de amor e união...
Num próximo Julho, festejar, sair para um lugar romântico, calmo, doce e terno... fazer amor lentamente, sem pressas, amor, somente amor, um lugar especial, com luz e brilho, sem grandes decorações de cores fortes e motivos explícitos... só amor, fazer amor...
Num próximo Agosto, na minha pausa, conhecer lugares que sonhei(mos) juntos e fui excluída, privada, negada, afastada! Nesse dia, serei minha convidada de honra para apreciar cada detalhe, decoração, mística, ver o por do sol, o nascer do sol, os cheiros, os sons, esses que fui privada de conhecer, planeei e marquei e fui excluída... mas num próximo Agosto, vou lá... ao lugar que fui barrada!
Um dia... sim... Um dia... voltarei a ser feliz... a sorrir, dançar até cair enrolando nuns braços fortes que me vão amparar o sorriso selados num beijo intenso...
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